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domingo, 19 de julho de 2015

Quando que a “MORTE” mata o matrimônio

Pastor mostra o outro lado do “até que a MORTE nos separe” em palestra de casais em Joinville.

Aconteceu a palestra para casais no Bom Retiro em Joinville, e o Pr. Edmarcos foi o palestrante do Tema: “Até que a Morte nos separe”.



O tema que já é um mito para muitos, volta na questão familiar e no casamento. O que mais vem tratar é a questão da morte. O que morre em um casamento para que o mesmo venha a separar-se, ou dissolver.
Com esta pergunta começa os questionamentos. Divorcio é pecado?  O Segundo  casamento é pecado? Respondo: Tanto um como o outro não está nos planos de Deus, logo é uma desobediência, e toda desobediência a Deus é pecado.

Quanto à morte nos separe, o que morreu?

Em um ponto de vista  Bíblico não tem uma resposta a não ser a morte física, porém na graça a própria bíblia traz uma ideia diferente, não sendo somente a morte física, pois na graça é por intuição do pensamento. Por exemplo, Jesus disse: Eu, porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para cobiçá-la, já em seu coração cometeu adultério com ela”. (Mateus 5.28). Logo na Graça só pensar já é pecado.

Em análise podemos ver que Deus no Jardim do Édem também disse: Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás. (Gênesis 2.17). Vendo neste texto concluímos que Eva e Adão não morreram fisicamente. Mas espiritualmente.

Os textos bíblicos nos leva a um entendimento que a morte nos separe pode ser de várias mortes como a morte do amor, do relacionamento, morte da confiança, do bom trato, da comunhão etc.

A separação na verdade é o sepultamento de um casamento que algo já morreu há muito tempo. E agora um dos cônjuges criou coragem de revelar ao público o enterro do seu casamento.

Não deixe que nada venha adoecer o seu casamento. Pois uma causa sem diagnostico pode levar a morte, e a morte do seu casamento. Romper a primeira aliança sem que a morte de fato ocorresse é prejudicial para todos. Filhos, cônjuges, igreja e familiares.

Agora já estou no segundo casamento o que devo fazer?

O casamento é uma aliança e não um contrato, quando é contrato e não se cumpre o contrato, então se faz do distrato. Mas no casamento que é uma aliança não tem anulação da aliança entre os cônjuges, exceto a morte. O único fato que uma aliança bíblica é desfeita, quando um dos aliançados morre.

Trazendo o fato da aliança no casamento, temos muitos fatos que o cônjuge não morreu, e por motivo do divorcio ocorreu a separação ou anulação da primeira aliança. Perante Deus é pecado, e logo casar de novo é pecado de adultério. Lembrando-se de uma exceção a regra quando Jesus disse que por causa de traição de um dos cônjuges poderá recorrer a separação, mas no princípio não era assim.....

Vamos compreender um fato bíblico para justificar o amor de Deus em relação a segunda aliança (novo casamento).

Vamos ler o que ocorreu com Josué, que Deus havia feito com ele um acordo, (Aliança) e o mesmo foi enganado e fez uma aliança proibida. “E os moradores de Gibeom, ouvindo o que Josué fizera com Jericó e com Ai,” (Josué 9:3) “Então os homens de Israel tomaram da provisão deles e não pediram conselho ao Senhor. E Josué fez paz com eles, e fez um acordo com eles, que lhes daria a vida; e os príncipes da congregação lhes prestaram juramento.” (Josué 9.14,15)

Assim temos o segundo casamento como uma aliança proibida. Porém no texto de Josué onde fazer aliança com os Gibeonitas foi pecado. Assim a segunda aliança no casamento também é.

Neste caso Josué depois de três dias descobriu o erro que cometeu. E não desfez a aliança. Porquanto aliança não pode ser desfeita. Mas o mais curioso neste contexto foi que Deus não rejeitou esta aliança proibida, porque Josué cumpriu a promessa de não desfazer a aliança.

Deus levou tão a sério esta aliança proibida que depois de 400 anos o Rei Saul matou os Gibeonitas e Deus castigou o seu povo conforme podemos ler:  “E houve nos dias de Davi uma fome de três anos consecutivos; e Davi consultou ao SENHOR, e o SENHOR lhe disse: É por causa de Saul e da sua casa sanguinária, porque matou os gibeonitas. Então chamou o rei aos gibeonitas, e lhes falou (ora os gibeonitas não eram dos filhos de Israel, mas do restante dos amorreus, e os filhos de Israel lhes tinham jurado, porém Saul, no seu zelo à causa dos filhos de Israel e de Judá, procurou feri-los).” (2 Samuel 21.1,2)

Assim é como o segundo casamento de pessoas anteriormente divorciadas. Jesus chama esse novo casamento de adultério que nunca deveria ter acontecido. Todavia, quando acontece, se há um reconhecimento do pecado, arrependimento perdão e acordo com Deus, então Ele honrará e abençoará até mesmo uma aliança que foi expressamente proibida.

Arrepender de ter casado até ficou comum, porem este arrependimento não é do casamento em si, mas do fato de ter casado pela segunda vez. Arrepender desse pecado.  O perdão não é só de Deus para com os cônjuges que estão separados, mas sim dos cônjuges que perdoe seus ex-cônjuges para que os mesmos alcance o perdão de Deus. E com este perdão possa regularizar sua segunda aliança.

Não quero aqui facilitar a sua separação, mas para os que na ignorância estão na segunda aliança possa achar em Deus um conforto espiritual para a vossa salvação. Desde que estejam cumprindo os votos da Segunda aliança como se fosse à primeira.

Não deixe a morte física, virtual, emocional, ou espiritual matar o seu matrimônio. Procure com seu esposo sua esposa um bom diálogo, e depois de honrar  esta conversa, fale também para Deus. Ele que é o criador dessa aliança vos fortalecerá para uma vida a dois com muita felicidade e prosperidade.

Autor: Pr. Edmarcos Christen
Especialista em Aconselhamento Cristão - Refidim